Janelas de Portugal
Acerca de mim
- Nome: Paulo Bandeira
- Localização: Portugal
Fotógrafo amador e escritor de livros infantis; advogado para pagar contas...
3 de novembro de 2010
27 de abril de 2007
O antigo e o moderno...
Este exemplo não será o melhor.
A beleza da janela, a que não é alheia a interligação de estilos arquitectónicos, é manchada pelo uso indevido de um material que, utilizado de outro modo, se afiguraria como a solução ideal.
O vidro deveria acompanhar a fluidez da pedra e ressaltar a graciosidade das formas esculpidas.
Ao invés, conforme se afigura, o vidro e o metal sobressaem, desfigurando o trabalhado dos arcos da janela.
Assim se perde uma oportunidade de tornar melhor o que já é belo.
12 de março de 2007
Período romântico
Como em muitos outros países, em Portugal também se viveu um período "romântico". O romantismo, enquanto movimento estético, foi transversal a todas as artes. Viveu momentos aúreos na literatura, mas influenciou pintores, escultores e até arquitectos.
Não creio que esta janela seja desse período, sendo possível que seja anterior ao período romântico, mas, em certa medida, encarna o espírito do movimento.
A simplicidade das linhas aliada a uma grande beleza. A atenção dada aos pormenores do desenho, à divisão do espaço em dois, positivo e negativo, masculino e feminino...
Tudo complementado pela suave luz de um candeeiro, que à noite, acreditem, acrescenta beleza à pedra e ao ambiente envolvente.
26 de fevereiro de 2007
Quem disse que o simples não é motivo de orgulho...

O português tem, tradicionalmente, uma postura miserabilista. Tudo o que outro português faz bem tem sempre algum defeito. Se não tem defeito é porque não procuraram suficientemente bem...
Enaltece-se a mediocridade em detrimento do mérito; a igualdade preterindo a diferenciação positiva; critica-se mesmo a inovação por quebrar com a tradição.
Mas, por vezes, o simples também é excelente. O "magnífico" no contexto errado não enriquece o conjunto, torna-o desajustado, pomposo sem motivos...
Esta típica janela portuguesa (à qual os vasos dão um ar pitoresco) enquadra bem a casa (em Óbidos) de arquitectura simples em que se insere.
Quem disse que, por vezes, o simples não é motivo de orgulho?...
5 de janeiro de 2007
Ano novo, a mesma vida...
Aí está 2007, frio e sem graça. Repetimos os mesmos rituais todos os anos. O homem é mesmo um animal de hábitos e a mais das vezes pouco imaginativo... Fazemos uma festa ruidosa, bebe-se uma bebida espumosa, comem-se uvas mirradas, vêm os desejos, os abraços, como se tudo fosse extraordinário, novo, excitante... Mudamos de ano todos os anos. Não há necessidade para festas especiais.
Isto hoje está a ser um comentário "gótico triste", como esta janela de basalto...
Isto hoje está a ser um comentário "gótico triste", como esta janela de basalto...
20 de novembro de 2006
Intemporalidade

Há coisas intemporais. Coisas que nos desafiam a imaginação e que permanecem à medida que vamos gastando os nossos dias. Olhamos para elas e lá estão, como antes, como sempre.
As janelas de pedra têm essa beleza intemporal de quem permanece, de quem existe para deixar entrar luz na vida de alguém e de quem está para ser admirado por quem passa.
Ainda nos Açores, fui, todavia, surpreendido por uma janela que mudava a sua roupagem com as estações do ano. Oscila ao longo do ano entre o verde, o amarelo e o vermelho. Mistura cores, mistura emoções. Muda, mas permanece. Tem por baixo uma roupagem mais definitiva, mas talvez não tão bonita.
É uma janela viva e também na sua natureza intemporal.
16 de outubro de 2006
Janelas Vulcânicas


Boas,
Na primeira semana de Outubro estive em São Miguel para umas retemperadoras férias. Era a segunda vez que ia aos Açores, era a segunda ilha que conhecia, mas tal como na primeira vez vim deslumbrado.
A beleza natural envolve-te de forma quase sufocante e o verde e o azul omnipresentes combinam em harmonia. Não se conseguem evitar expressões de espanto pela diversidade, envolvência, placidez e silenciosa beleza das paisagens verdejantes, das fumegantes caldeiras ou das calmas águas das múltiplas lagoas. Se não for o paraíso na terra, estará muito perto.
A par de dezenas de fotografias sobre a beleza natural da ilha e dos golfinhos, perdi-me também na fotografia de meia dúzia de janelas de edifícios em Ponta Delgada.
A cidade é riquíssima em termos arquitectónicos e os edifícios lindíssimos, representativos de vários estilos e épocas. O bom gosto impera.
O contraste do negro e quente basalto com a alvura dos revestimentos dão aos edifícios um timbre único e inimitável por qualquer outro material. A luz solar nos seus vários matizes ao longo do dia compõe o quadro de encantamento.
Deixo-vos hoje dois exemplos, em breve vos deixarei mais.
Saudações cordiais.